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terça-feira, 28 de maio de 2013

Manual do pet idoso

Cães e gatos mais maduros e experientes precisam de cuidados redobrados com a saúde e alimentação
Por Monique Souza
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Problemas de visão também são comuns em pets idosos
Crédito: Flickr/ CC – BDegan

Assim como os humanos, os pets estão vivendo cada vez mais e melhor. Há até animais, como o cachorro Pusuke, que busca reconhecimento como o cão mais velho do mundo, perante o Guinness Book. Mas a exemplo das pessoas idosas, os bichinhos que estão nessa fase da vida também precisam de cuidados especiais.
Felizmente, com os avanços da medicina veterinária e a proliferação de especializações como, oncologia, endócrinologia, oftalmologia, entre outros, ficou mais fácil dar qualidade de vida aos pets. Mas afinal, quando eles começam a ficar idosos?
Segundo a médica veterinária Estela Pazos, especialista em felinos, um gato é considerado “maduro” aos 8 anos, e idoso, a partir dos 10. Ela explica que nessa idade, o comportamento dos bichanos se altera, tornando-se comum miados mais frequentes e até começar a urinar fora da caixa sanitária. “Eles passam a dormir o dia todo em locais mais escondidos, convivem menos com as pessoas da casa, e até deixam de ir até a porta para receber o dono na entrada”.
Além de ser especialista em felinos, a veterinária conhece de perto o cotidiano dos gatos idosos, isso porque conta com a companhia de Catatau, um SRD (Sem raça definida) de 14 anos. O pet mora com a dra. Estela há 11 anos, quando ela o resgatou em uma clínica, onde o bichano foi abandonado, após ser atropelado. Ela conta que o gatinho, apesar da idade, é bem ativo, e adora brincar com ratinhos de brinquedo. “Ele gosta de tomar sol pela manhã, na companhia dos meus outros dois gatos, e lá faz seu ‘banho de gato’ lambendo o corpo todo”.
Segundo a veterinária, quando os gatos envelhecem, perdem massa muscular, a digestão dos alimentos e absorção dos nutrientes diminuem, assim como a função renal. Eles também bebem menos água e tendem a desidratar, por isso, é essencial que o dono esteja atento às mudanças de comportamento.“O mais importante é perceber que os hábitos do animal mudaram e procurar o mais rápido possível por ajuda especializada”, sugere.
Vale lembrar que os cães também sentem o peso da idade. A chegada dos animais à velhice é determinada pelo seu porte, segundo o veterinário Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Pet Care. “Os cães de raças maiores têm o metabolismo mais acelerado e tendem a chegar na terceira idade entre seis e nove anos. Já os menores, envelhecem mais devagar e são considerados idosos entre nove e 13 anos”.

Cuidados com a alimentação

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Catatau, com 14 anos, ainda gosta de brincar
Crédito: Arquivo Pessoal

A alimentação do bicho idoso também é diferenciada. Como a digestão e absorção são reduzidas com o envelhecimento, o animal deve receber uma ração que tenha digestão facilitada e proteínas de boa qualidade. As necessidades nutricionais de um cão velhinho são bem distintas das outras faixas etárias, por isso, é preciso – com o auxílio de um especialista – fazer algumas alterações em sua rotina alimentar.
“Com o passar dos anos, o metabolismo, a massa muscular e a necessidade energética canina diminuem. Essa característica favorece o ganho de peso e os problemas decorrentes dele”, pontua o dr. Marcelo. Rever a dieta do bicho, oferecendo alimentos específicos, reduzindo as porções, aumentando o número de refeições diárias e fazendo a suplementação de nutrientes essenciais é fundamental para manter a saúde e bem-estar na terceira idade.
Para o especialista, a avaliação nos dentes de um animal idoso também é de extrema importância, pois se houver dor, ele pode deixar de se alimentar. “A saúde oral dos animais também deve estar em foco, o mau-hálito é sinal de problemas como o tártaro e periodontite”, alerta o veterinário.

Cuidados com a saúde

Mas não é só a dentição de seu bichinho que deve ser observada de perto. Nessa fase da vida, várias doenças podem surgir. As mais comuns em gatos são: insuficiência renal, hipertireoidismo, osteoartrite (ou artrose), disfunção cognitiva, neoplasias, hipertensão, diabetes, doença cardíaca e doença intestinal inflamatória.
Para os cachorros, os problemas não diferem muito, pois grande parte deles apresenta alterações nas articulações e nos ossos. “Esses problemas são demonstrados através da dificuldade para pular ou subir em um local mais alto, como o sofá”, explica o dr. Marcelo. Já na demonstração de dor, o animal mostra-se sensível quando tocado próximo à região da coluna e ao executar movimentos simples.
Os cães também podem apresentar alterações cardíacas durante o envelhecimento, mas nem sempre os proprietários conseguem reconhecer os sinais clínicos desses problemas. Cansaço e ofegância, intolerância a exercícios, desmaios, língua arroxeada após uma situação de excitação, e principalmente, tosse, são alguns sintomas de cardiopatia.

Casos da vida real

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Pretinha, com 13 anos, sente dores e precisa de muita atenção
Crédito: Arquivo Pessoal

Monica d’Ávila, professora de canto, constatou algumas dessas alterações no comportamento de sua vira-lata, Pretinha, de 13 anos. “Percebo que ela erra a pontaria para subir em alguns locais, como por exemplo, escada e poltrona. De vez em quando, ela perde o equilíbrio e enxerga mal”. Segundo a proprietária, sua cadela também perdeu parte da audição e até um pouco da vitalidade. “Antes, ela ouvia alguém chegando e vinha correndo como maluca, agora, ela ouve, levanta a cabeça e não dá bola”.
Ela também percebeu que sua cadelinha anda menos disposta. “A Pretinha já está a própria ‘velha rabugenta e dolorida’, se pegar no colo de mau jeito ela chora. Fica também mais tempo deitada, quieta em cantinhos macios, que andando pra lá e pra cá. Ela quer ficar no quentinho, não gosta de frio, come menos e rosna mais quando incomodam”, diz a dona.
Para finalizar, os dois veterinários concordam que todos os cães e gatos devem passar por exames regulares quando chegam a terceira idade. E como a prevenção acaba sendo sempre a melhor saída, confira abaixo uma lista dos exames mais importantes que devem ser feitos anualmente.
  • Avaliação odontológica: recomenda-se que seja feita a partir do primeiro ano de vida, mas cerca de 87% dos animais acima de 3 anos têm doença periodontal justamente porque não fizeram exame preventivo. Ele deve ser realizado por um médico veterinário especialista em odontologia
  • Exame de mama, testículo e próstata: deve ser feito anualmente em animais não castrados, a partir dos 4 anos
  • Ultrassonografia abdominal: deve ser feita anualmente para animais acima de 6 anos
  • Pressão arterial e eletrocardiograma: recomendado para animais acima de 6 anos
  • Ecocardiograma: realizado anualmente, quando os animais apresentam alterações de pressão arterial, presença de sopro cardíaco ou cansaço
  • Exames de sangue: hemograma, ureia, creatinina, colesterol, glicose e enzimas hepáticas são geralmente os mais pedidos a partir dos 6 anos
  • Exame de urina e de fezes: anualmente, a partir do primeiro ano de vida
E não se esqueça: durante a terceira idade, a fragilidade dos pets aumenta. Respeito, carinho, atenção e informações sobre os problemas mais comuns do envelhecimento são fundamentais para encarar com tranquilidade essa nova fase e aproveitar ao máximo tudo o que o seu amiguinho ainda tem para oferecer.
 
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O CCZ de Cuiabá e Várzea Grande tem diversos amigos peludos e felinos a procura de um bom lar!


Bom dia amigos dos animais!

O relato da Andréia Rocha sobre o canil municipal do CCZ que ela foi visitar em São Paulo é a realidade que infelizmente encontramos em diversos CCZs. A AVA-MT tem resgatado diversos animais dos CCZs de Cuiabá e Várzea Grande, mas infelizmente a demanda é muito grande, por isso contamos com a ajuda de todos. Se você não encontrou o gato ou o cão que procura para adotar em nosso blog te convidamos para fazer uma visita a um CCZ mais próximo de você. Lá existem outros amigos peludos e felinos com os dias, horas, minutos e até segundos contados para terem uma história de vida encerrada. Portanto, não fique ai parado corra logo para adotar um amigo peludo ou felino que tem muito amor, carinho e gratidão para lhe retribuir. Juntem-se a nós nesta luta em defesa dos animais!
CCZ de Cuiabá: (65) 3617-1682/ 3617-1680
CCZ de Várzea Grande: (65) 3688-3187/ 3688-3186

Att.
Equipe AVA

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: José Franson
Data: 22 de maio de 2013 20:09
Assunto: Uma visita ao canil municipal do CCZ - Jaú SP.
Para: postos-veterinarios@googlegroups.com


Andréia Rocha -
Hoje eu fiz uma visita ao canil municipal de Jaú...amados...cada olhar que encontrei lá....pedindo "me leva embora com você".....sai de lá mais triste que entrei....e só de estar escrevendo os olhos já estão marejando de lágrimas....são muitos animais, todos a espera de um lar...um cantinho só seu. E os gatinhos então? teve um que quase entrou no carro.....meu Deus....ajude os protetores e ajudar a todos...a encontrar lar pra todos....sei que é muito muito difícil, por isso devemos nos empenhar na castração...não podemos mais deixar nascer filhotes para serem abandonados. Confiamos no projeto de José Franson...vamos nos empenhar na castração de 80% das fêmeas (canina-felina) de Mineiros do Tietê. Se o amor aos animais e o desejo de protegê-los está no sangue....eis nossa missão! Sai do canil mais convicta que a luta é longa e eu não vou desistir dela...assim como as pessoas que me cercam....as vezes a gente dá uma desanimada, mas esse desânimo passa assim que nos deparamos com os olhares desses anjos abandonados. Deus nos proteja e nos dê forças...São Francisco nos ampare e acolha todos os nossos animais. Que os proteja do frio que está chegando. Da chuva fria que congela. Vamos continuar na luta....sempre!
 
 

nosso amigo, prisioneiro no canil municipal de Jaú SP

 
Amiga Andréia Rocha, suas lágrimas representam todo nosso choro e coração apertado... Enxugue as lágrimas... Temos luz no fim do túnel... Que cada protetor faça da luta pela implantação do projeto "Posto de Proteção Animal" um objetivo de vida... Venceremos, mesmo que demore.... Venceremos... Amém...http://amigosdosanimaisdetatui.blogspot.com.br/2012/05/luta-pelo-fim-do-sofrimento-dos-animais.html
 
Atenciosamente,

 
José Franson - Protetor de Animais - Vereador - Tatuí - SP

Campanha nacional permanente - “Fecha canil do CCZ - Tortura nunca mais” Eu apoio.


Veja também -


 

 

domingo, 19 de maio de 2013

Maus-tratos: como denunciar.


A ASSOCIAÇÃO VOZ ANIMAL – AVA , entidade sem fins lucrativos e com uma estrutura limitada, não reúne condições para dar seguimento aos inúmeros casos de denúncia que chegam, o que implicaria em investigar, arcar com os custos e supervisionar todo o processo.

Mas, com as devidas orientações, cada um de nós pode fazer muito. Saiba como agir:







1º) . Investigue

Antes de qualquer atitude, certifique-se de que se trata de um caso de maus tratos (conheça as leis em vigor, abaixo). Colha evidências, testemunhos que comprovem a situação. Sempre que possível, procure conversar com o agressor, salientando que os animais são protegidos por leis. Aja de maneira educada mas objetiva. Tenha em mente que a finalidade é o bem estar do animal.

Conheça as Leis:

Leis

- Lei Federal Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, a "Lei dos Crimes Ambientais".
-
Decreto Lei Nº 24.645, de 10 de julho de 1934, define maus-tratos aos animais.






3º)  Denuncie

Pela Constituição de 1998, os animais são tutelados pelo Estado, ao qual cabe a funçao de protegê-los. Os atos de abuso e de maus-tratos configuram crime ambiental e devem ser comunicados à polícia, que registrará a ocorrência, instaurando inquérito.
A autoridade policial está obrigada a proceder a investigação de fatos que, em tese, configuram crime ambiental.

Como denunciar:

Toda pessoa que testemunhe atentados contra animais pode e DEVE comparecer a delegacia mais próxima e lavrar um Termo Circunstanciado, espécie de Boletim de Ocorrência (BO), citando o artigo 32 da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98, "Praticar ato de abuso e maus-tratos à animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos ".

Caso haja recusa do delegado, cite o artigo 319 do Código Penal, que prevê crime de prevaricação: receber notícia de crime e recusar-se a cumpri-la.

Denúncias por telefone, podem ser feitas pelo "Disque Denúncia":

CENTRO-OESTE
MT - 197
Se houver demora ou omissão, entre em contato com o Ministério Publico ESTADUAL - Procuradoria de Meio Ambiente e Minorias. Envie uma carta registrada descrevendo a situação do animal, o Distrito Policial e o nome do delegado que o atendeu. Você também pode enviar fax ou ir pessoalmente ao MP. Não é necessário advogado.

Caso o agressor seja indiciado ele perderá a condição de réu primário, isto é, terá sua "ficha suja". O atestado de antecedentes criminais também é usado como documento para ingresso em cargo publico e empresas, que exigem saber do passado do interessado na vaga, poderão recusar o candidato à vaga, na evidência de um ato criminoso.

TELEFONE DA DELEGACIA DO MEIO AMBIENTE - DEMA: (65) 3314-5808/ 3314-5809/ 3314-5810
TELEFONE DO JUIZADO ESPECIAL VOLANTE AMBIENTAL - JUVAM : (65) 3642-4064

Decreto lei N° 24.645, de julho de 1934


O Decreto Nº 24.645/34 prevê pena para todo aquele que incorrer em seu artigo 3º, item V, “abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe tudo que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária”.

Confira abaixo a lei na íntegra:

O chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, usando das atribuições que lhe confere o artigo 1. do decreto n. 19.398, de 11 de novembro de 1930, decreta:


Art. 1. - Todos os animais existentes no País são tutelados do Estado.

Art. 2. - Aquele que, em lugar público ou privado, aplicar ou fizer aplicar maus tratos aos animais, incorrerá em multa de Cr$.. e na pena de prisão celular de 2 a 15 dias, quer o delinqüente seja ou não o respectivo proprietário, sem prejuízo da ação civil que possa caber.

§ 1° - A critério da autoridade que verificar a infração da presente lei, será imposta qualquer das penalidades acima estatuídas, ou ambas.
§ 2°. - A pena a aplicar dependerá da gravidade do delito, a juízo da autoridade.
§ 3° - Os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das sociedades protetoras de animais.


Art. 3. - Consideram-se maus tratos:

I - Praticar ato de abuso ou crueldade em qualquer animal;
II - Manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz;
III - Obrigar animais a trabalhos excessivos ou superiores às suas forcas e a todo ato que resulte em sofrimento para deles obter esforços que, razoavelmente não se lhes possam exigir senão com castigo;
IV - Golpear, ferir ou mutilar voluntariamente qualquer órgão ou tecido de economia, exceto a castração, só para animais domésticos, ou operações outras praticadas em beneficio exclusivo do animal e as exigidas para defesa do homem, ou no interesse da ciência;
V - Abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe tudo o que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária;
VI - Não dar morte rápida, livre de sofrimento prolongado, a todo animal cujo extermínio seja necessário para consumo ou não;
VII - Abater para o consumo ou fazer trabalhar os animais em período adiantado de gestação;
VIII - Atrelar num mesmo veículo, instrumento agrícola ou industrial, bovinos com suínos, com muares ou com asinos, sendo somente permitido o trabalho em conjunto a animais da mesma espécie;
IX - Atrelar animais a veículos sem os apetrechos indispensáveis, como sejam balancins, ganchos e lanças ou com arreios incompletos;
X - Utilizar em serviço animal cego, ferido, enfermo, extenuado ou desferrado sendo que este último caso somente se aplica a localidades com ruas calçadas;
XI - Acoitar, golpear ou castigar por qualquer forma a um animal caído sob o veículo ou com ele, devendo o condutor desprendê-lo para levantar-se;
XII - Descer ladeiras com veículos de reação animal sem a utilização das respectivas travas, cujo uso é obrigatório;
XIII - Deixar de revestir com couro ou material com idêntica qualidade de proteção as correntes atreladas aos animais de arreio;
XIV - Conduzir veículo de tração animal, dirigido por condutor sentado , sem que o mesmo tenha boléia fixa e arreios apropriados, como tesouras, pontas de guia e retranca;
XV- Prender animais atrás dos veículos ou atados a caudas de outros;
XVI - Fazer viajar um animal a pé mais de dez quilômetros sem lhe dar descanso, ou trabalhar mais de seis horas continuas, sem água e alimento;
XVII - Conservar animais embarcados por mais de doze horas sem água e alimento, devendo as empresas de transporte providenciar, sobre as necessárias modificações no seu material, dentro de doze meses a partir desta lei;
XVIII - Conduzir animais por qualquer meio de locomoção, colocados de cabeça para baixo, de mãos ou pés atados, ou de qualquer outro modo que lhes produza sofrimento;
XIX - Transportar animais em cestos, gaiolas, ou veículos sem as proporções necessárias ao seu tamanho e número de cabeças, e sem que o meio de condução em que estão encerrados esteja protegido por uma rede metálica ou idêntica que impeça a saída de qualquer membro do animal
XX - Encerrar em curral ou outros lugares animais em número tal que não lhes seja possível moverem-se livremente, ou deixá-los sem água ou alimento por mais de doze horas;
XXI - Deixar sem ordenhar as vacas por mais de vinte e quatro horas, quando utilizadas na exploração de leite;
XXII - Ter animal encerrado juntamente com outros que os aterrorizem ou molestem;
XXIII - Ter animais destinados á venda em locais que não reunam as condições de higiene e comodidade relativas;
XXIV- Expor nos mercados e outros locais de venda, por mais de doze horas, aves em gaiolas, sem que se faca nestas a devida limpeza e renovação de água e alimento;
XXV - Engordar aves mecanicamente;
XXVI - Despelar ou depenar animais vivos ou entregá-los vivos à alimentação de outros;
XXVII - Ministrar ensino a animais com maus tratos físicos;
XXVIII - Exercitar tiro ao alvo sobre pombos, nas sociedades, clubes de caça, inscritos no Serviço de Caça e Pesca;
XXIX - Realizar ou promover lutas entre animais da mesma espécie ou de espécie diferente, touradas e simulacros de touradas, ainda mesmo em lugar privado;
XXX - Arrojar aves e outros animais nas caças e espetáculos exibidos para tirar sorte ou realizar acrobacias;
XXXI - Transportar. negociar ou caçar em qualquer época do ano, aves insetívoras, pássaros canoros, beija-flores e outras aves de pequeno porte, exceção feita das autorizações para fins científicos, consignadas em lei anterior.


Art. 4. - Só é permitida a tração animal de veículo ou instrumentos agrícolas e industriais, por animais das espécies equina, bovina, muar e asina;

Art. 5. - Nos veículos de duas rodas de tração animal, é obrigatório o uso de escora ou suporte fixado por dobradiça, tanto na parte dianteira como na parte traseira, por forma a evitar que, quando o veículo esteja parado, o peso da carga recaia sobre o animal e também para os efeitos em sentido contrário, quando o peso da carga for na parte traseira do veículo.

Art.6. - Nas cidades e povoados, os veículos a tração animal terão tímpano ou outros sinais de alarme e, acionáveis pelo condutor, sendo proibido o uso de guisos, chocalhos ou campainhas ligados aos arreios ou aos veículos para produzirem ruído constante.

Art. 7. - A carga, por veículo, para um determinado número de animais, deverá ser fixada pelas Municipalidades, obedecendo ao estado das vias públicas e declives das mesmas, peso e espécie veículo, fazendo constar nas respectivas licenças a tara e a carga útil.

Art. 8. - Consideram-se castigos violentos, sujeitos ao dobro das penas cominadas na presente lei, castigar o animal na cabeça, baixo ventre ou pernas.

Art. 9. - Tornar-se-á efetiva a penalidade. em qualquer caso sem prejuízo de fazer-se cessar o mau trato à custa dos declarados responsáveis.

Art.10. - São solidariamente passíveis de multa e prisão, os proprietários de animais e os que tenham sob sua guarda ou uso, desde que consintam a seus prepostos, atos não permitidos na presente lei.

Art. 11. - Em qualquer caso será legítima, para garantia da multa ou multas, a apreensão do veículo ou de ambos.

Art. 12.- As penas pecuniárias serão aplicadas pela polícia ou municipal e as penas de prisão da alçada das autoridades judiciárias.

Art. 13.- As penas desta lei aplicar-se-ão a todo aquele que infligir maus tratos ou eliminar um animal, sem provar que foi este acometido ou que se trata de animal feroz ou atacado de moléstia peirgosa.

Art. 14. - A autoridade que tomar conhecimento de qualquer infração desta lei poderá ordenar o confisco do animal. nos casos de reincidência.

§ 1° - O animal apreendido, se próprio para consumo, será entregue à instituição de beneficêncía, e, em caso contrário, será promovida a sua venda em beneficio de instituições de assistência social;

§ 2° - Se o animal apreendido for impróprio para o consumo e estiver em condições de não mais prestar serviços, será abatido.

Art. 15. - Em todos os casos de reincidência ou quando os maus tratos venham a determinar a morte do animal, ou produzir mutilação de qualquer de seus órgãos ou membros, tanto a pena de multa como a de prisão serão aplicadas em dobro.

Art. 16. - As autoridades federais, estaduais e municipais prestarão aos membros das sociedades protetoras de animais a cooperação necessária para fazer cumprir a presente lei.

Art. 17 - A palavra animal, da presente lei, compreende todo ser irracional, quadrúpede, ou bípede, doméstico ou selvagem, exceto os daninhos.

Art. 18 - A presente lei entrará em vigor imediatamente, independente de regulamentação.

Art. 19 - Revogam-se as disposições em contrário.

Lei N° 9.605, de 12 de fevereiro de 1998

Lei dos Crimes Ambientais


A Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98, em seu artigo 32, Cap. V condena todo aquele que "Praticar ato de abuso e maus-tratos à animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos", com pena de detenção de três meses a um ano, e multa (a pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorre morte do animal).
...

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.


§1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.


Att.
Equipe AVA

 

 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Convivência tranquila entre dois gatos pedem disciplina e espaço.

Gatos nem sempre demonstram insatisfação na convivência com outros felinos. Aprenda agora como perceber estes sinais e o que fazer para amenizar o problema.
Por Giselle Coutinho
 
Identificar quando um gato não está feliz com a convivência com outro animal da mesma espécie é uma tarefa difícil, já que os gatos não costumam fazer estardalhaços para mostrar sua insatisfação ao dono.
Um gato demonstra estar desgostoso com a presença de outro tendo um comportamento depressivo, se tornando menos ativo e por vezes reduzindo até o uso da caixa de areia e a frequência da alimentação – o que pode ser prejudicial à saúde; ou sendo agressivo com o outro gato, brigando por espaço com chiados, patadas e unhadas.

Para assegurar a tranquilidade na convivência entre gatos é necessário que o dono forneça a eles uma infraestrutura que evite o conflito e torne possível a amizade entre os animais.

Liberdade para circular e se esconder

Os gatos quando convivem com uns com os outros têm necessidade de estar a maior parte do tempo a uma distância de um a três metros do outro ou sem ser absolutamente visto.
Ter espaço para circular e como se esconder dos outros felinos é importante, pois deixa todos eles mais confiantes para brincar, criar seus próprios desafios exploratórios e se abrigar em um cantinho, quando sentirem a necessidade de não serem encontrados.
O espaço para abrigar dois ou mais gatos deve promover esta liberdade sendo estimulante com estruturas que possibilitem os animais observar o ambiente do alto ou ficar fora do campo de visão dos demais.

Sem monopólio de água, comida e banheiro

Para evitar que um gato se sinta acanhado para beber, comer ou usar a caixa de areia quando o outro gato mais dominante o observa, o dono deve fornecer potes de água e comida e caixa de areia em mais de um local, posicionando estes itens a uma certa distância dos outros, impedindo que o gato dominante monopolize com sua presença toda a infraestrutura que atende as necessidades básicas.
O pouco uso da caixa de areia pode causar problemas, por isso é fundamental que esta esteja sempre limpa e longe dos potes de comida e de água e do lugar onde dormem. Esta medida tanto estimula o uso pela higiene adequada, quanto pelo fato de que desta forma um gato nunca se sentirá impedido de usar um recurso porque o outro está usando um outro recurso muito próximo.
Os donos de mais de um gato devem se manter atentos às rotinas dos felinos e manter o cuidado, levando-os ao veterinário para o diagnóstico e prevenção de doenças e análise se não há alguma alteração por estresse. O bom cuidado do dono e a promoção da paz são as melhores táticas para boa convivência entre felinos e o possível desenvolvimento natural de uma amizade entre eles.
 

sexta-feira, 29 de março de 2013

Chocolates: gostosos, porém perigosos.

Substância presente no cacau pode causar intoxicação em cães e gatos. Fique alerta aos ovos espalhados pela casa na Páscoa!
Por Ana Claudia Kabbach
A Páscoa está chegando e, antes de dividir as guloseimas com o seu pet, é preciso tomar muito cuidado. O chocolate pode ser uma delícia para nós, mas pode causar intoxicação alimentar se ingerido por cães e gatos. No pior dos casos, a intoxicação pelo alimento pode levar até mesmo ao óbito. Isso ocorre porque a forma de metabolizar as substâncias é uma das principais diferenças entre nós e os bichinhos.
Dependendo da quantidade de alimento ingerida, do porte do animal e também da sua idade, o doce pode ser fatal porque possui uma substância chamada Teobromina, encontrada no cacau e usada em sua fabricação.
Mas, antes de entrar em pânico, é importante frisar que o óbito ocorre somente em casos extremos. O alimento pode ocasionar em uma parada cardíaca ou respiratória. Tudo isso acontece porque o organismo dos animais é bem diferente do dos humanos, principalmente se tratando de filhotes.

Causas e sintomas

Por ser muito parecido ou ainda mais forte que a cafeína, a Teobromina age como estimulante do sistema nervoso central e do coração, o que pode provocar arritmia cardíaca grave, dificuldade motora, chegando a alguns casos de convulsão. E não é só isso. Por conta do alto teor de gordura presente no chocolate, o pâncreas e o fígado também ficam bastante debilitados.
A intoxicação alimentar acontece porque o organismo do animal não consegue eliminar a substância rapidamente do seu fígado, permanecendo, em média, por 17 horas e se tornando cada vez mais tóxica. A quantidade da substância varia de produto para produto. Os chocolates brancos, por exemplo, têm menor teor do que o chocolate ao leite. É preciso ter muito cuidado, principalmente, se o tipo de chocolate ingerido for de grande concentração de cacau ou do tipo de chocolate em pó.
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Normalmente, os efeitos podem ser notados 10 horas após a ingestão do chocolate, com apenas alguns sintomas discretos. Fique alerta se o seu bichinho apresentar diarreia e/ou vômito, dilatação do abdômen e também se estiver muito agitado e inquieto.

Ele comeu chocolate e agora?

Se você suspeitar que o seu bichinho tenha comido uma quantidade considerável de chocolate, entre em contato imediatamente com o seu médico veterinário. Somente ele poderá examiná-lo e tratá-lo da melhor maneira possível.
Por não haver nenhum tipo de remédio que tire o efeito da Teobromina no organismo, alguns procedimentos que podem ser feitos é a lavagem gastrointestinal e também a administração de outros compostos para evitarem a desidratação e possíveis complicações, como arritmias e convulsões. Porém, fica a critério de cada profissional, dependendo do estado de saúde do animal.
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Prevenir sempre

Vamos lembrar que o melhor remédio é a prevenção. Sempre que possível, guarde os chocolates, ovos de páscoa e bombons bem longe dos animais de estimação e evite comê-los próximo ao bichinho para não deixá-los curiosos com o cheiro e sabor. Uma vez curioso e tentado, não vai medir esforços para procurar um pedacinho esquecido em algum canto da casa.
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Saiba como proteger seu pet filhote as doencinhas infantis

publicado em 19/09/2012 às 19h42:    

Como qualquer bebê, eles também estão sujeitos a problemas comuns da idade
Ana Paula Xavier do R7
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Sim! Eles também são bebês e precisam de cuidados especiais
 
Todos os pets, em qualquer fase da vida, merecem ser bem cuidados. Mas especialmente os primeiros meses de vida, todo cuidado investido na saúde de seu novo amiguinho certamente irá refletir ao longo de toda sua existência.
Mas você sabe quais são esses cuidados?
Assim como os bebês humanos, nos primeiros meses de vida os filhotes podem ser acometidos principalmente por viroses e parasitoses. E algumas dessas parasitoses são fatais, como a cinomose, a parvovirose e a coronavirose. Isso sem falar nas verminoses intestinais e na sarna.
O médico veterinário Bruno Baetas fala mais sobre os cuidados básicos que todo filhote deve receber.
— É importante começar o esquema de vermifugação aos 20 dias de vida e fazer uma administração mensal do vermífugo até os cães completarem 6 meses. O esquema básico de vacinação começa aos 45 dias, com a vacina óctopla, e o intervalo entre as doses é de 21 a 30 dias, sendo 3 doses na maioria das raças (york, rotweiller por exemplo recomendamos 4 doses); e após 4 meses, vacina antirábica. Depois a vacinação passa a ser anual.

Não menos importante é a prevenção da traqueobronquite infecciosa canina (também conhecida como tosse dos canis). São duas doses iniciais de vacina com intervalo de 21 dias, depois o intervalo é anual.


Segundo o veterinário, outro cuidado essencial com os pets novinhos é a prevenção de doenças de pele:
— A sarna demodécica, como é de fundo genético, para prevenir devemos manter a imunidade boa do filhote, com boa alimentação e cuidados com a saúde. Já a sarna sarcóptica é transmissível entre os cães, então a prevenção é importante nesses casos, tratando separadamente (isolado dos outros) os animais que apresentarem este tipo de doença.
 
 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Atenção! Importância da castração de cães e gatos

Olá amigos e protetores dos animais!

Por favor, leiam com muita atenção esta dica animal sobre a castração de cães e gatos. Castrar o seu animalzinho e evitar que ele venha a cruzar no futuro é uma escolha de cada dono, mas como já tínhamos comentado em outro anúncio que já existem vários animais no mundo que não têm uma casa. Portanto, não tem necessidade de colocar mais vidas no mundo, pois já existem diversos animais abandonados precisando de uma família que ofereça amor, carinho e uma casa para morar. Analisem e verifiquem a importância da castração e, por favor, vamos acabar com os mitos sobre a castração. Juntem a nós nesta causa!

Att.
Equipe AVA


O que é a Castração?

A castração consiste em uma cirurgia feita em cães e gatos, fêmeas e machos, para impedir que se reproduzam sem controle. A Para cada bebê que nasce, 15 cães e 45 gatos também podem nascer. Em seis anos, uma cadela e seus descendentes, podem gerar 64 mil filhotes!! Isso explica o grave problema da superpopulação desses animais, com a morte de milhares deles, e que muitas vezes pode ser evitado por meio da informação.



Como funciona?

Nas fêmeas, consiste na retirada do útero, trompas e ovários. Nos machos, a retirada dos testículos.
A cirugia é feita com anestesia geral, é simples mas deve ser executada apenas por veterinários devidamente habilitados para tal. O animal não precisa ficar internado e, em torno de uma semana estará totalemnte recuperado.
A castração pode ser feita a partir dos 2 meses de idade e, no caso da fêmea, recomenda-se antes do primeiro cio.


Vantagens da Castração:
1) Diminui drasticamente o risco de doenças nas vias uterinas e, principalmente, do câncer de mama, útero, próstata e testículos
2) Elimina a Gravidez Psicológica, estado presente em algumas fêmeas após o término do cio, o que ocasiona aumento das mamas (muitas vezes com edema) com produção de leite e irritabilidade excessiva;
3) Elimina o risco do câncer dos órgão genitais;
4) Diminui o risco das fugas e brigas, que podem acarretar acidentes graves e até fatais;
5) Acaba com os latidos, uivos e miados excessivos que ocorrem por ocasião do cio;
6) Elimina os estados de excitação por falta de cruzamentos - e o embaraço gerado com as visitas!;
7) Nas cadelas, elimina a inconveniente perda de sangue no período de cio, assim como as desagradáveis reuniões de machos na porta de sua residência;
8) Diminuiu o hábito dos gatos de urinar em paredes e móveis para marcar território. A urina também perde o odor forte e desagradável.

Mitos sobre a Castração:
- "Castração engorda?” O animal não engorda devido à castração e sim pela diminuição de suas atividades físicas, necessitando, portanto, mais exercícios.
- "Eu não posso pagar!” O custo da operação será amplamente compensado por futuros custos com alimentação, vacinas, etc. do animal gestante e crias, bem como eventuais complicações no parto ou despesas com cirurgias e medicamentos decorrentes de doenças em animais não castrados (ex. Piometra). Hoje, várias clínicas realizam castrações a preços reduzidos ou facilitam o pagamento. Consulte os Veterinários Solidários.
- “Eu sempre arrumo pra quem dar os filhotes” Nem sempre isso é verdadeiro, sendo mais comum a atitude de querer se livrar de um problema. É sempre bom lembrar que uma fêmea pode gerar dezenas de filhotes que, por sua vez, crescerão e terão outras crias, multiplicando o problema. Para que deixar novos filhotes nascerem se não há lares suficientes para os que já existem?
- “Ele não tomará mais conta da casa.” Os animais castrados não perdem o instinto de proteger seu território. Por outro lado, perde o indesejável costume de urinar em diversos cantos. Cabe ainda lembrar que animais castrados ficarão mais caseiros, deixando de se envolver em brigas na disputa de fêmeas.
- “Mas ela precisa ter pelo menos uma cria...” Ter uma cria não acrescenta saúde ao animal e sim mais animais ao problema. Pesquisas mostram que, quanto mais cedo for realizada a castração, menores as chances da fêmea desenvolver câncer de mama. A castração também prevenirá o surgimento de Piometra, doença freqüente em fêmeas adultas.
- “Meu animal vai sofrer?”
A cirurgia, feita sob anestesia geral, é indolor. Dentro de um ou dois dias, o animal estará brincando e retomará suas atividades normais.
- “Eu estarei interferindo na natureza do meu animal?” Seu animal não tem escolha, segue apenas o instinto. É dever do proprietário intervir e prevenir nascimentos indesejados, agindo da maneira mais correta. O animal será beneficiado e não subtraído de algo.

Como lidar com cães ciumentos- Parte 2: Ciúme de outro pet

Por Equipe Cão Cidadão
caes ciumes1 300x196 Como lidar com cães ciumentos – Parte 2: Ciúme de outro pet
Conhece alguém que possui um cachorro e ganhou ou adotou um novo cãozinho? O proprietário está feliz e ansioso para apresentar o novo companheiro ao peludo que já vive na casa, mas uma surpresa ou decepção pode ocorrer caso o pet mais antigo "sinta ciúme" da chegad do novo animal. Ele rosna, late, entra no meio, fica agressivo na presença do novo companheiro.
Como já vimos no artigo da semana passada, o ciúme de outras pessoas apresentando pelo cão é um problema desagradável e ruim tanto para o proprietário quanto para o cãozinho. Esse problema também pode ocorrer por ciúme em relação a outros pets.
No texto anterior, vimos que a origem do problema é a falta de liderança. Por isso, o dono deve demonstrar ao cão desde filhote quem “manda no pedaço”.
O filhote deve ser sociabilizado com cães, gatos e outros animais. Isso pode acontecer em casa ou em ambientes externos, como parques, ruas, pet shops. Tome cuidado com a apresentação dos cães, pois ela tem que ser a mais agradável possível para o filhote. Por exemplo: escolha um cão tranquilo e calmo que sabia interagir e não um agitado e ansioso que vai pular e partir como um louco para cima de seu cãozinho. Esse período coincide com a época das vacinas. Porém, o cheiro e contato, mesmo a distancia, ajudam muito na sociabilização. Leve seu cão no colo ao parque, pracinha ou pet shop. O cão deve sentir confiança e alegria ao estar perto de outros compartilhando seu dono.
Em qualquer tipo de ciúme (pessoas ou outro pet), o inicio do problema comportamental ocorre pela falta de regras em situações do dia a dia e só fica visível ao proprietário quando está em um nível avançado. Qualquer tipo de ciúme demonstrado deve ser corrigido desde o inicio.
O pet deve associar que a aproximação de outro cão vai trazer “coisas” boas.
Alguns exercícios que podem ajudar.
• Quando estiver fazendo carinho em um cão e o outro se aproximar, faça ainda mais carinho no ciumento, para ele associar a chegada de outro ao ganho e não perda de atenção. O dono também pode deixar de fazer carinho no ciumento quando o outro se afastar;
• Faça uma “chuva” de petiscos quando o outro animal se aproximar;
• Exercícios de liderança: jogue um petisco no chão e não deixe ele pegar sem sua autorização. Abra a porta de casa é só deixe sair com sua ordem;
• Lembre-se de trabalhar os estímulos aos poucos. Por exemplo: Se o cachorro fica ciumento com a aproximação do outro à distancia de 1 metro, trabalhe e diminua aos poucos;
• O proprietário também pode trabalhar com repreensões, quando o pet demonstrar ciúme de maneira agressiva. A bronca pode ser ignorar o cão, usar borrifador com água ou cacoalhar uma lata com moedas. O importante é deixar claro para o cachorro que o ciúme gera punição, e a interação com outros cães e proprietário gera recompensa;
• Faça comandos do tipo "senta", "deita", "fica", com os dois cães para recompensar o trabalho em equipe;
• Faça passeios com os dois pets juntos;
Caso não consiga controlar o problema, o ideal é contar com a ajuda de um profissional especializado em comportamento animal para auxiliá-lo, ainda mais se as demonstrações de ciúme estiverem colocando
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Texto: Rodrigo Caldarelli (Adestrador da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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domingo, 12 de agosto de 2012

Ar seco exige cuidados especiais com os animais de estimação

publicado em 12/08/2012 às 04h30:     

Umidade baixa do ar pode favorecer o aparecimento de doenças oportunistas
Ana Paula Xavier, do R7
Clima seco
Reprodução?AFP
 

Com a baixa umidade do ar, os pets precisam de hidratação extra.
 
Com a umidade relativa do ar tão baixa a essa época do ano, todos precisam de cuidados especiais.
Todos nós humanos... E também nossos bichos de estimação.
Entre outros problemas, o ar seco, e consequentemente o aumento da poluição, podem favorecer o aparecimento de doenças oportunistas, fazendo com que os animais domésticos sofram de alterações respiratórias, como por exemplo, a bronquite e a asma.
Em cachorros e felinos mais ativos, até mesmo um sangramento nasal pode aparecer.
Para prevenir e amenizar esses desconfortos em cães e gatos, o médico veterinário e oncologista Bruno Baetas deu algumas dicas - que você pode colocar em prática a partir de agora na sua casa:
- Deve-se manter [os pets] muito hidratados, principalmente após exercícios físicos, como caminhadas. É importante lembrar que os horários recomendados para passeios e exercícios são sempre o início da manhã e o final da tarde, quando o tempo está menos quente.
Outras dicas do doutor são fundamentais para que o seu pet se sinta bem nesta época do ano, como levar água durante os passeios com seu bichinho, manter água fresca e abundante sempre à disposição dos animais e diminuir a carga de exercícios físicos nos dias mais secos.
Quanto à alimentação, ainda de acordo com o médico, deve-se manter a dieta a qual o cão ou o gato estão acostumados, na quantidade normal - sem maiores novidades nesta época do ano. Para os cães que têm o costume de ingerir comida feita pelos proprietários, é bom evitar comidas gordurosas e com sal.
Frutas como melancia, maçã e pera, que possuem bastante teor de água, também são uma boa pedida para alimentar e hidratar os bichinhos.
Outra dica para estimular o consumo de líquidos é dar cubos de gelo aos pets. Doutor Bruno explica.
- Eles gostam de brincar [com os cubinhos] e com isso acabam se hidratando.
Além dos cubos de gelo, você pode preparar uma delícia boa para hidratar seu pet nesta época: o sorvete para bichinhos de estimação.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Como lidar com cães ciumentos- Parte 1: ciúme de pessoas

Por Equipe Cão Cidadão
S5003716 300x225 Como lidar com cães ciumentos – Parte 1: Ciúme de pessoas

Final de semana com a família para colocar o “papo” em dia; comer aquele churrasco; brincar com seu sobrinho, assistindo um jogo de futebol com os amigos... Se para você essas são situações impossíveis por causa do ciúme de seu cãozinho, esse artigo vai mostrar aos proprietários como evitar e melhorar o problema do ciúme do cachorro.

Origem do problema
O cão é um animal que vive em grupo e tem relações sociais com os demais membros de sua matilha humana ou canina. Como em toda família, existentem regras e limites claros que conduzem o comportamento em harmônia do grupo. A maior parte dos cães não tem o perfil de líder para impor essas regras. Quando não existem tais “leis” o peludo é levado a tomar o comando controlando as situações, muitas vezes não agindo da maneira correta.

Porque o ciúme?
O problema surge, na maioria das vezes, por falha ou culpa do dono, que não imagina estar treinamento, inconscientemente, seu peludo para este problema comportamental. Já viu o proprietário que fica todo orgulhoso quando recebe uma visita e o cão fica latindo não deixando a pessoa se aproximar? O dono diz: “Meu cão gosta tanto de mim que não quer que ninguém chegue perto...”; “É meu cão de guarda!”; “Boa, Rex, tem que proteger o dono!”.
O comportamento surge pela falta de um líder humano na “família” do cão. Os donos acham que o problema surgiu de uma hora para outra, porem ele vai se amadurecendo aos poucos com pequenas atitudes sem que seja percebido. Por exemplo: Quando você abre a porta de casa quem sai loucamente correndo para fechar ao portão? Quando você esta jantando alguém fica latindo pedindo comida? Se o proprietário deixa o cão controlar essas situações, ele também pode controlar situações relacionadas ao dono, por ter sua “posse”, decidir o que acontece quando o proprietário receber abraço de amigos, esposa ou filhos.

Treine cedo para evitar problemas.
Como muitos problemas comportamentais o ciúme também pode ser evitado e a prevenção é o melhor a ser feito. O filhote deve ser sociabilizado e apresentado conscientemente ao mundo. Este período inclui a apresentação de varias pessoas, de todos os tipos; cores; formas; usando bonés, chapéus, óculos; pessoas que falam alto, baixo, fino, grosso. Tudo isso para o cão aprender a não ter medo e sim prazer em se relacionar com outras pessoas. Lembre-se de não forçar o cão ao contato com as pessoas, por exemplo: pegar o cão a forçar e deixar em seu colo. Use e abuse de petiscos, brinquedos, para que o cão se aproxime com confiança. Estimule o cão a ir brincar, receber carinho e passear com outras pessoas, isso só faz o bem a ele. Alguns proprietários dizem “O peludo só deve ganhar carinho de mim, se outros fizerem agrados ele vai gostar menos de mim”, totalmente inverdade e prejudicial ao cão. O dono realizar exercícios de limite para deixar claro para o cão quem é o líder e a mínima demonstração de ciúme tem que ser punida.
Problema instalado
Existem cães que mostram sinais de agressividade somente por pessoas se aproximarem de seu dono; outros não permitem pessoa sentarem ou cumprimentarem seu dono. Quando o problema se encontra neste nível o dono deve parar e estar consciente que a tendência da situação é piorar.
A falta de liderança é clara e um dos objetivos será reconquista-la. Exercícios básicos de limite como: comida no chão e limite entre portas são importantes.
O proprietário deve trabalhar o treino sem cima de recompensas para comportamentos corretos e punição para comportamentos indesejados. Por exemplo: O cão esta no colo no dono e rosna se alguém tenta se aproximar para cumprimentar. Se o cão rosna quando a pessoa encosta no dono, podemos reagir de duas formas. A primeira é dar uma bronca para o comportamento cessar, tente novamente o toque e o recompense caso ele não seja agressivo. A segunda maneira é antecipar o “estopim” do comportamento de rosnar e distrair o cão com um petisco, recompensando em atitude correta. O cão começa a associar a chegada de pessoas a coisas boas e se sente seguro. Quando o proprietário receber visitar surpreenda o cão com uma “chuva” de petiscos. A bronca sempre deve vir da pessoa que esta sendo protegida pelo cão.
Lembre que a prevenção é o melhor remédio e um bom treino necessita de muita repetição e paciência, caso o ciúme esteja “incontrolável” contrate um profissional especialista em comportamento animal.
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Texto: Rodrigo Caldarelli (Adestrador da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Entrevista: por que cachorro não pode comer doce?

11 de jul 2012 às 07h51


Por Estopinha

Oi, gente!
Ai, na semana passada, quando euzinha mostrei minha foto com fuça de pidona pro bolo que o papi tava comendo, muita gente me mandou um montão de dúvida...
Então, eu pedi ajuda pra minha tia Claudia Terzian, que é adestradora e consultora da Cão Cidadão, e é veterinária também! Ela manja de todas essas coisas que a gente pode e não pode comer, e me deu uma entrevista muito chique, ó:

Estopinha: Tia, todo mundo tá com um montão de dúvida sobre esse assunto: é verdade que a gente que é cachorro não pode comer doce?

Claudia: Oi, Estopinha, que bom estar aqui novamente no seu blog! Eu já estava com saudades! Sim, é verdade, os doces são contraindicados para os cães, pois o açúcar serve de alimento às bactérias que provocam cáries, o tártarto e como consequência as doenças periodontais. Você sabia que os cães também podem ter cáries? E não esqueça que a obesidade também é uma consequência muito ruim da ingestão de alimentos muito calóricos (como os doces) em excesso.

Estopinha: Nossa... E me falaram que o chocolate é muuuuitoooo pior, né?

Claudia: Chocolate nem pensar, Estopinha! Nem para os cães, nem para os bichanos. Vocês não conseguem metabolizar uma substância chamada teobromina, que está presente no cacau. Quanto mais cacau no chocolate, mais tóxico para os pets e menor a quantidade necessária para intoxicá-lo. Embora alguns chocolates sejam mais tóxicos do que outros, nenhum deles deve ser oferecido aos cães e gatos. Os efeitos são: agitação, aumento da pressão sanguínea, sobrecarga cardiocirculatória, além de náuseas e vômitos.

Estopinha: Ah, entendi... A gente não consegue mestabolizar... E fruta, tia? Tem umas que são doces também... Eu sei, porque uma vez peguei uma maça da fruteira aqui de casa, pro papi correr atrás de mim, sabe... Rsrsrsrsrsrs... E tava bem docinha! Mas... A gente pode comer?

Claudia: Pequenas porções de frutas não fazem mal. O que dá esse sabor adocicado às frutas é a frutose, mais saudável que a sacarose do açúcar comercial. Além disso, elas são ricas em vitaminas e antioxidantes. Mas não são todas as frutas que vocês podem comer! As uvas são proibidas para os cães! Elas podem causar uma lesão renal séria em vocês, cachorros. A uva passa, por ser desidratada, é ainda pior, mesmo em pequenas quantidades ela não é aconselhada. Os abacates também não são indicados, embora não sejam tóxicos. Lembre sempre, Estopinha, que qualquer alimento que não seja ração não deve exceder de 10 a 15% da quantidade que um cão ingere para não desbalancear a alimentação de vocês!

Estopinha: Tia Claudia, você é demais!!! Sempre falando muito chique! Euzinha também tava morrendo de saudades de entrevistar você! =)
Agora todo mundo já sabe o que pode e o que não pode dar pra gente comer! =)
Muitas lambidas, gente!!!

Disponível em: http://noticias.r7.com/blogs/estopinha/

sábado, 14 de julho de 2012

Veterinários não recomendam banho a seco em pets

publicado em 12/07/2012 às 06h00:    

A velha água e sabão são a melhor opção para deixar o seu cachorro limpinho
Do R7*

Cachorro de toca de banhoThinkstock
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Até o cachorro completar quatro meses de idade, deve-se evitar o banho com água e xampu. Depois disso, banho a seco não é recomendado, a não ser em casos específicos

Muitas pessoas tratam seus pets como se fossem seres humanos e no inverno não é diferente.

É comum donos de cachorros ficarem em dúvida quanto ao banho que devem dar no seu animal durante os dias de baixas temperaturas. Para isso, o banho a seco tem se tornado uma opção.

No entanto, o veterinário Renato E. Iazzetti, da Clínica Veterinária Med Dog, acredita que essa não seja a melhor pedida.

— Pelo menos quinzenalmente é bom dar um banho comum nele. Escovar e limpar as orelhas também é uma forma de higienizar o animal. Não há problemas com a temperatura da água nos pet shops. Normalmente, ela é aquecida.
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Para Iazzetti, é claro que se deve ter uma preocupação com os filhotes que ainda não foram vacinados.

Até o quarto mês de vida, o cão está desprotegido e tem que tomar vacina para 11 doenças. Uma delas protege contra dez e, outra, a anti-rábica - que só protege contra uma -, tem que ser dada no quarto mês.

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Por isso, ao longo desse período, é recomendado que se evite ao máximo o banho comum - o que não significa que ele seja proibido -, explica o veterinário.

— Por exemplo, se cai um copo de leite em um filhote de cachorro com dois meses, você não vai deixar ele “sujo” de leite por mais dois meses. O banho à seco é só uma forma de tirar o mau cheiro.

O diretor clínico do Hospital Pet Care, Dr. Marcelo Quinzani, indica em que situações o banho a seco pode se tornar uma alternativa.

— Essa alternativa é sugerida apenas em filhotes e animais mais velhos em dias frios ou animais que não se deixam banhar com água e sabão, por medo ou estresse. Também como auxiliar na limpeza de pelo e para retirar odores desagradáveis da pele, substituindo alguns banhos, diminuindo assim a frequência do banho com água e sabão, mas nunca eliminando-o.

Em suma, salvo exceções, o banho a seco não é uma boa escolha para os pets. Melhor mesmo é um bom banho à moda antiga!

* Colaborou Flávia Teles, estagiária do R7

Disponível em: http://entretenimento.r7.com/bichos/noticias/mesmo-no-inverno-banho-a-seco-nao-e-a-melhor-pedida-20120711.html?question=0