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segunda-feira, 15 de abril de 2013

O que é a tosse do canil?

Conheça os principais sintomas e saiba como tratar a doença.
Por Andressa Monteiro


A traqueobronquite infecciosa, popularmente conhecida como “tosse do canil”, é uma doença altamente contagiosa, provocada por diversos vírus e bactérias, e que ataca o sistema respiratório dos animais, causando dificuldades respiratórias e crises de tosse severas que podem ser vistas pelos donos como engasgos ou sufocamento, durante dias ou até diversas semanas.
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O mal pode surgir repentinamente e atingir cães de diferentes idades, especialmente os filhotes recém-desmamados e os adultos debilitados, além dos pets que recentemente estiveram em canis, jardins, ou aglomerações com outros bichos infectados. O animal pode contrair a doença em qualquer estação do ano, existindo uma maior probabilidade no frio.
A transmissão pode acontecer por meio dos aerossóis, ou seja, minúsculas gotas eliminadas por espirros, ou por objetos contaminados. Os primeiros sintomas são visíveis de 3 a 10 dias, após a infecção e podem continuar de 3 a 4 semanas.
A “tosse do canil” chega a atingir cerca de 15 espécies diferentes de animais, inclusive o próprio homem. Os produtos de limpeza com formol, a poeira e as mudanças de temperatura favorecem a penetração dos microorganismos no corpo dos cachorros. Já os micróbios existentes no chão e na terra também podem causar irritações nas narinas.
Por isso, o uso de antibióticos é fundamental em casos de falta de apetite, febre, apatia e perda de peso. Existem também as vacinas intranasais e subcutâneas em filhotes com oito semanas de idade, juntamente com a revacinação anual.
Assim que a tosse for diagnosticada, é indispensável o acompanhamento de um veterinário, durante o tratamento. Outra dica importante é umidificar o ar com o objetivo de diminuir a sintomatologia associada à tosse.
 
 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Leishmaniose Canina- O que todos devem saber

O que é a Leishmaniose?


A Leishmaniose é uma doença causada por um protozoário chamado Leishmania, que é transmitido pela picada de um inseto chamado flebótomo (popularmente conhecido como mosquito-palha). É o mosquito que transmite a doença de um animal para outro. É uma doença que afeta principalmente cães (mas também animais silvestres e urbanos, como ratos) e humanos (principalmente crianças com desnutrição, idosos imunosuprimidos e , atualmente, pessoas com AIDS).

Não se pega Leishmaniose de cães ou outros animais, só pela picada do mosquito.

Sintomas

Quais são os sintomas da Leishmaniose nos cães?

São muito variáveis. O cão pode apresentar emagrecimento, perda de pelos, gânglios inchados, fraqueza, feridas, crescimento exagerado das unhas, úlceras nos olhos e anemia. Também há sintomas nos órgãos internos, como o crescimento de fígado e outras alterações.

Porém, alguns destes sintomas são comuns a OUTRAS doenças bem menos graves e bem mais comuns como a sarna e a erlichiose (doença do carrrapato). Por isso, um cão que está magro e sem pelo, ou que perde peso e fica fraco, não está necessariamente com Leishmaniose!!

O diagnóstico preciso só pode ser feito por médico veterinário, que combina exames de sangue e clínicos para chegar a uma conclusão. Muitos animais têm sido abandonados só porque aparentam estar doentes e isso, além de cruel, é péssimo para o controle da doença.

O primeiro passo é a prevenção!

Prevenção

Saiba o que você pode fazer para prevenir a doença em cães e humanos.
O mosquito-palha gosta de matéria orgânica (lixo, folhagem úmida, restos de comida ou jardim) e de escuro. Limpe bem o arredor da sua casa e não deixe acumular restos de comida, folhagem, fezes de animais, etc. O mosquito, que salta como uma pulguinha e pousa de asas abertas, é mais ativo ao entardecer e à noite. Por isso, é importante usar telas e redes nos locais de dormir de pessoas e seus cães, trazê-los para dentro de casa ou canis telados à noite e usar e coleiras ou líquidos repelentes nos cães.

Os produtos disponíveis no mercado que protegem contra a picada do mosquito são:

  • Coleira Scalibor
  • Pulvex pour-on
  • Advantage Max 3
Há ainda a opção de se usar o produto mais barato, Cyperpour-on, principalmente para quem tem muitos cães, no pelo, e não na pele, de acordo com o protocolo sugerido pelo Professor Dr. André Fonseca. 1
A coleira, em particular, além de repelir o inseto, causa a morte daqueles que picam, portanto, é uma importante arma contra a doença.

Banhos com sabão diminuem a eficácia
dos produtos, porque eles dependem da oleosidade na pele do animal para funcionarem: diminua os banhos, substitua os banhos por escovadas e/ou use nenhum ou menos sabão. Tome cuidado especial entre banhos!
Cobre do Governo o recolhimento pronto do lixo, e o controle sanitário de lixões. Enquanto tivermos áreas com lixões e “liixnhos”a céu aberto, o mosquito estará sendo “convidado” a ficar entre nós!
 

Outra medida importante: vacine seus cães !

A Vacina

Existe vacina para cães?
SIM, a Leishmaniose pode ser prevenida no cães pelo uso da vacina Leishmune, felizmente já disponível em clínicas veterinárias no DF. Estudos demonstram que a vacina protege entre 90-97% os cães da Leishmaniose. Esta é uma cobertura superior à oferecida pela maioria das outras vacinas disponíveis no mercado. Estudos também apontam o BLOQUEIO de transmissão da doença, ou seja, o mosquito que pica o cão vacinado deixa de ser transmissor, o que é importante para o controle da doença.
  • Mas a vacina não é contra-indicada pelo Ministério da Saúde?

Este é um mito sobre a vacina. Toda vacina de uso animal tem registro não no Ministério da Saúde mas no Ministério da Agricultura e Pecuária. É o que ocorre com a vacina Leishmune. Este registro requer uma série de estudos, já realizados. Sobre o Ministério da Saúde, ele ainda não se convenceu sobre a eficácia da aplicação da vacina em cães como forma de combate à Leishmaniose em humanos, pois a saúde HUMANA é o foco do Ministério. Desta forma, não há dúvidas sobre a eficácia da vacina em cães. O Minsitério da Saúde não adotou a Leishmune em campanhas de vacinação pública alegadamente porque o animal vacinado testaria positivo na sorologia do inquérito , atrapalhando os resultados. Mas existem formas de diferenciar os animais vacinados dos infectados.


  • Como é administrada a vacina?

Primeiro realiza-se um exame clínico e um exame laboratorial ( sorológico) para detectar que o cão não está soropositivo antes de ser vacinado. Depois o cão recebe três doses sucessivas da vacina, com 21 dias de intervalo entre cada uma. Caso venha a ser testado depois e aprensentar exame positivo ( porque ao ser vacinado ele desenvolve anticorpos contra a Leishmania), o laudo anterior e a vacinação são apresentados para mostrar que a reação é devido à vacina e não à doença.

Mesmo o cão vacinado deve usar repelente!!!

O Tratamento

  • Existe tratamento para Leishmaniose canina?

Sim. Vários médicos veterinários respeitados no país , como o Dr Vítor Márcio Ribeiro da ANCLIVEPA de MG, o Dr André Fonseca, da Univerisdade do Mato Grosso do Sul, e o Dr Fábio Nogueira, da UNESP, têm obtido bons resultados no tratamento da Leishmaniose (leia mais sobre os resultados na área de protocolos de tratamento, no nosso site.). O tratamento requer compromisso financeiro e de tempo do proprietário e nem todos os cães reagem da mesma forma. Mas muitos cães já foram tratados e voltaram a ser saudáveis. A jusrisprudência para o tratamento foi estabelecido em MG. Procure um veterinário que conheça a doença e saiba como proceder o tratamento.
* NOTA: Portaria conjunta do Ministério da Saúde e MAPA foi expedida probindo o tratamento da Leishmaniose. O Minsitério Público Federal instaurou inquérito administrativo para apurar ilegalidades na portaria e emitiu recomendação para que esta fosse revogada. Além disso, a organização do Mato Grosso do Sul Abrigo dos Bichos ingressou com uma Ação Civil Pública para garantir o direito de tratamento. Aguarde.
  • Se um animal infectado é tratado, corre o risco de ser picado pelo mosquito e transmitir para outros cães?

 Da mesma forma que pessoas infectadase outros animais, sim, um mosquito pode picar um animal em tratamento e se infectar. Mas isso é evitável tomando-se as precauções já listadas. Por isso é importante que todos os cães- infectados ou não- usem repelentes para evitar a picadas de mosquitos e em todas as casas deve-se tomar medidas para eliminar focos do mosquito palha. Além disso, novos estudos indicam que animais assintomáticos não têm potencial infectante.
  • Se eu não tenho condições de tratar o animal ou se o tratamento não for indicado, o que posso fazer?

Honre o compromisso de cuidar dele e protegê-lo do sofrimento. Converse com seu veterinário para que uma eutanásia de fato seja realizada. Não deixe que seja levado, cheio de estresse e medo, junto com outros cães, pela “carrocinha”. Não temos a certeza de que a matança lá realizada seja de fato livre de estresse, indolor, precedida por anestésico e individual.

A matança de animais não é a única forma de combater a doença!


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Cães têm depressão?


Nos humanos, a depressão pode se manifestar de formas diferentes. Os sintomas mais comuns são tristeza, perda de prazer nas atividades do cotidiano, fadiga, mudanças no apetite, entre outros. Essa doença pode ser gerada por uma perda, devido a disputas interpessoais, mudanças na vida ou rotina, etc. E quando é diagnosticada, é logo tratada com antidepressivos e sessões de terapia.
Mas, será que existe depressão canina? Como ela se manifesta? E como tratar?
Os cães têm emoções e, assim como os humanos, podem ter depressão.
Durante muito tempo ignorou-se que o cão podia sofrer de depressão. Qualquer diminuição voluntária de atividade era atribuída ao envelhecimento, ou outro tipo de doença, uma vez que a dor provoca desconforto físico, afetando seu humor e seu estado emocional. Hoje sabemos que há outras causas que podem levar o cão a este quadro. Uma delas pode ser de origem genética.
Mas a causa mais comum da depressão canina pode estar ligada a dois fatores: estresse e ansiedade de separação. O estresse ocorre quando o animal é exposto a situações desagradáveis, seja de forma crônica ou traumática, como um choque emocional, mudança drástica na rotina ou de casa. Um animal atropelado, por exemplo, pode apresentar depressão não só pela dor física, mas também devido ao estresse gerado nessas situações.
Já os cães com ansiedade de separação, podem exibir sinais de grande agitação, como latidos excessivos, cumprimento exagerado quando o dono volta para casa, fazer suas necessidades por toda casa quando estiver só, ou então, exibir os sintomas da depressão. Isto ocorre, pois cães são sociáveis e gostam muito da companhia de outras pessoas, de fazer longos passeios, e interagir com outros animais. Durante toda a sua vida formam vínculos com outros seres. Quando um cão possui, por exemplo, uma relação muito próxima com um membro da família, ele pode ficar ansioso quando subitamente perde o acesso a esta pessoa. Situações como alteração no esquema de trabalho, novo bebê na família, confinamento, ou viagem após um longo período juntos tentem a desencadear a depressão no cão.
Como principais sintomas temos a falta de interesse pelas atividades rotineiras, como comer, beber, passear e brincar, dificuldades em executar funções biológicas, falta de apetite e busca por cantos da casa para se isolar. Um cão depressivo se torna um ser apático, inativo, que não se interessa por nada que o rodeia, manifestando um estado de angústia permanente.
Uma das formas de se tratar a depressão canina é proporcionar ao cão motivação, através de atenção e carinho, dessensibilização e habituação gradual do animal a separação do proprietário e mudanças em geral, enriquecer o ambiente do animal com brinquedos e distrações, e através de exercícios diários. A depressão canina pode ainda ser tratada através de antidepressivos, prescritos por um profissional. O tratamento também pode ser feito através do uso de remédios homeopáticos e Florais de Bach.
Por isso, é imprescindível a qualquer sinal diferente no cão, consultar um médico veterinário de sua confiança para um diagnóstico do caso.
É importante lembrar que uma depressão muitas vezes pode ser evitada quando proporcionamos ao cão, desde cedo, atividades saudáveis e frequentes, e adotando posturas coerentes ao seu bem estar.
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Texto: Isabel Habrich (Adestradora da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Carrapatos


Olá amigos dos animais!

Leiam com muita atenção as informações sobre os carrapatos que pertubam e incomodam os nossos amiguinhos caninos, felinos e outros, se não cuidarmos da higiene e do local onde eles ficam. 


Na primavera, com a chegada do calor, também aparecem os carrapatos. Para poder reproduzir-se, a fêmea precisa de sangue e seu cão é um de seus hospedeiros favoritos .
O carrapato espreita em zonas com bastante vegetação, jardins, parques, terrenos baldios. Assim, seu cão deve encontrá-los facilmente quando sai para passear.
Alguns dados técnicos sobre os carrapatos:

• As espécies mais comuns são: Rhipicephalus sanguineus, Ixodes ricinus, Ixodes hexagonus e Dermacentor reticulatus.
• Medem entre 0,35 e 1,5 centímetros
• Uma fêmea adulta coloca entre 2.000 e 4.000 ovos.
• Estes ovos podem sobreviver até três anos no meio ambiente.
• Quando jovens têm seis patas, mas na idade adulta crescem mais duas patas.
• Os carrapatos se escondem até em árvores à espera de um hospedeiro.

Quando um cão se aproxima de um carrapato, o danado saltará em cima dele, caminhando por sua pelagem até chegar a seu lugar favorito, que costuma ser:
• A região das orelhas
• Entre os dedos do pé
• Próximo aos olhos, nuca e pescoço

São nesses lugares que a pele do cão é mas fina e com maior fluxo sangüíneo.
Se o cão não for tratado com um produto antiparasitario é normal encontrarmos carrapatos. Não se preocupe, não tem nada a ver com a higiene do cão. Um simples passeio é suficiente para que seu cão tenha carrapatos. Não há cão no Brasil livre desses bichos.
De qualquer forma, é provável que não detecte o carrapato se não procurar. Seu sucesso evolutivo está justamente no fato de passarem desapercebidos. Quando picam seu cão, ele não sente, pois, antes de introduzir sua boca, parecida com um estilete, o carrapato deposita uma pequena quantidade de saliva com propriedades anestésicas. Ao picar não causará nenhuma dor.
Mas ainda assim, a picada causará danos.

Danos causados pelo carrapato:

• Lesões de pele causadas pela ação mecânica da mordida
• Efeitos tóxicos, já que a saliva do carrapato contém enzimas e neurotoxinas que pode provocar paralisias,
• Debilidade e anemia, ao consumir grandes quantidades de sangue,
Transmissão de outras doenças.

Encontrei um carrapato no meu cão, como faço para tirá-lo?
Em primeiro lugar, arrancar o carrapato é contraindicado. O máximo que fazemos é eliminar parte do corpo, sendo que o resto fica ainda aderido ao cão, podendo provocar infecções.
O ideal é aplicar umas gotas de vaselina ou parafina ao redor, esfregá-lo um momento até que amacie um pouco a pele e depois tentar retirá-lo suavemente. Depois podemos nos desfazer do carrapato colocando-o no álcool para que não escapem os ovos e morram. É importante lavar as mãos depois de manipulá-los.
Também existem instrumentos especiais para a extração do parasita, como pinças de carrapatos, que podem ser adquiridas em lojas especializadas.

Quais são os melhores produtos contra os carrapatos?
Há vários produtos no mercado que funcionam muito bem. Os mais vendidos são Frontline e Scalibor. Frontline também protege de pulgas e Scalibor frente à leishmaniosis. A proteção mais completa oferece a combinação Scalibor com Frontline.

Fonte: http://www.petfeliz.com.br/doencas/doencacarrapato.htm

Doença do Carrapato - Erlichiose

Oi amigos dos animais!

Segue abaixo mais informações de uma doença que infelizmente ataca muitos dos nossos amiguinhos. Por favor leiam com bastante atenção! Procurem manter sempre informados sobre as diversas doenças que podem prejudicar e até matar o seu melhor amigo se não forem detectas no início.


A Erlichiose é uma doença infecciosa severa que acomete os cães, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis. Raramente atinge gatos ou seres humanos, embora não seja impossível.


Como meu cão pode pegar a doença?
A doença é transmitida de um cão contaminado para um cão sadio através do carrapato. O principal vetor é o carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus). O parasita irá infectar os glóbulos brancos do sangue, ou seja, as células de defesa do organismo.



Sintomas da Doença do Carrapato
Os sintomas apresentados por um animal infectado dependem da reação do organismo à infecção. A Erlichiose pode ter três fases:


1. Fase aguda: onde o animal doente pode transmitir a doença e ainda é possível que se encontre carrapatos.


Febre, falta de apetite, perda de peso e uma certa tristeza podem surgir entre uma e três semanas após a infecção. O cão pode apresentar também sangramento nasal, urinário, vômitos, manchas avermelhadas na pele e dificuldades respiratórias. É importante estar sempre atento à saúde do animal. Normalmente o dono só percebe a doença na segunda fase, e assim como outras doenças, o diagnóstico precoce é fundamental para a recuperação.


2. Fase subclínica: pode durar de 6 a 10 semanas (sendo que alguns animais podem nela permanecer por um período maior)
O cachorro não mostra nenhum sintoma clínico, apenas alterações nos exames de sangue. Somente em alguns casos o cão pode apresentar sintomas como inchaço nas patas, perda de apetite, mucosas pálidas, sangramentos, cegueira, etc. Caso o sistema imune do animal não seja capaz de eliminar a bactéria, o animal poderá desenvolver a fase crônica da doença.


3. Fase crônica:
Os sintomas são percebidos mais facilmente como perda de peso, abdômen sensível e dolorido, aumento do baço, do fígado e dos linfonodos, depressão, pequenas hemorragias, edemas nos membros e maior facilidade em adquirir outras infecções. A doença começa a assumir características de uma doença auto-imune, comprometendo o sistema imunológico. Geralmente o animal apresenta os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, e com a presença de infecções secundárias tais como pneumonias, diarreias, problemas de pele etc. O animal pode também apresentar sangramentos crônicos devido ao baixo número de plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue), ou cansaço e apatia devidos à anemia.


Como sei que meu cão está com Erlichiose?
O diagnóstico é difícil no início da infecção pois os sintomas são semelhantes a várias outras doenças. A presença do carrapato é relevante para a confirmação da suspeita durante a avaliação clínica. O diagnóstico pode ser feito através da visualização da bactéria em um esfregaço de sangue (exame que pode ser realizado na clínica veterinária) ou através de testes sorológicos mais sofisticados, realizados em laboratórios especializados. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de recuperação e cura.

Tratamento e cura
A Erlichiose é tratável em qualquer fase. O tratamento é feito à base de medicamentos, sobretudo os aintibióticos (em especial a DOXICILINA). Por vezes é necessária a complementação do tratamento com soro ou transfusão de sangue, dependendo do estado do animal.
O tratamento pode durar de 21 dias (se iniciado na fase aguda) a 8 semanas (se iniciado na fase crônica). Vai depender da precocidade do diagnóstico, do quadro dos sintomas e a fase em que o animal se encontra no início do tratamento.
Quanto mais cedo se começa o tratamento, são maiores as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.


Como prevenir meu cão de ter a Doença do Carrapato?
Alguns hábitos podem ser adotados para prevenir a Erlichiose:
- Verificar a presença de carrapato no cão com frequencia;
- Desinfetar o ambiente onde o animal vive periodicamente;
- Usar produtos veterinários carrapaticidas como sabonetes, xampus etc;
- Manter a grama do jardim sempre curta;
- Estar atento aos hotéis para cães, pois se há algum cão infectado, ele poderá transmitir a doença através de outro carrapato do local.


Há vários produtos contra carrapatos. Os mais vendidos são o Frontline e o Scalibor. Frontline também protege de pulgas e Scalibor frente à leishmaniosis. A proteção mais completa oferece a combinação Scalibor com Frontline.

Anemia Canina

Olá amigos dos animais!
Segue abaixo informações importantes sobre a anemia canina para que possamos entender e cuidar dos nossos amiguinhos para que eles não tenham, mas caso o seu melhor amigo esteja procure se informar para cuidar dele. Ofereça sempre ração de excelente qualidade para o seu animalzinho. Alguns médicos veterinários recomendam durante o tratamento misturar na ração fígado bovino frito, pois ele contém ferro, proteínas, complexo de B e B12. Administrar ferro ou vitamina B12 aos animais anêmicos, mas essas medidas devem ser prescritas apenas pelo veterinário.
 Anemia,
Consiste numa diminuição do seu número de glóbulos vermelhos ou do seu constituinte, a hemoglobina. Para determinar se o seu cão está anémico, deve observar-se a cor das mucosas ( o interior da boca conjuntiva ), que num cão saudável são de cor vemelho-vivo, enquanto num animal anémico estarão pálidas, se não totalmente brancas. Outros sintomas da anemia são debilidade geral e o aparecimento de uma respiração ofegante ao fazer o mínimo esforço.
As causas mais frequentes da anemia são;
Envenenamento por compostos anticoagulantes (normalmente presentes nos raticidas); Desequilíbrios nutricionais; uso de determinados fármacos (como aspirina, anti-inflamatórios); hemorragias internas por pancadas; parasitas externos (carraças); parasitas Internos (filaríase cardiopulmonar); agentes infecciosos (piroplasmose, leptospirose); tumores (medula óssea, intestino, baço) e doenças genéticas típicas de determinadas raças (como, por exemplo; Beagle ou West Highland).
Origens diferentes
No cão a anemia pode ser resultado de um aumento anormal da hemóise (destruição dos glóbulos vermelhos), o que define as anemias hemolíticas, ou de uma insuficiência na produção de hemácias pela medula espinhal, encarregada fisiologicamente, de produzir glóbulos jovens.
Anemias hemolíticas
São as mais comuns devido à grande freqüência de algumas de suas causas, em particular, a piroplasmose, também conhecida como babesíase (doença transmitida pelos carrapatos, que causa a destruição dos glóbulos vermelhos em circulação. Este tipo de anemia traduz-se, não só na palidez das mucosas como também na coloração anormal da urina; a hemoglobina, contida nas hemácias, é então liberada na urina e dá a coloração "borra de café" que se observa em todas as hemólises maciças. Às vezes a anemia é acompanhada de incterícia, caracterizada pela coloração amarelada as mucosas orais e genitais.
No cão, também ocorrem outras causas de hemólise, em particular, causas imunológicas; o organismo ataca seus próprios glóbulos e elabora anticorpos para destrui-los. Este tipo de anemia hemolítica pode ocorrer de repente, sem razão aparente, ou ser a seqüela, por exemplo, de uma babesíase.
Anemias de origem medular
As anemias originadas por uma insuficiência de produção de glóbulos vermelhos pela medula respondem a vários mecanismos. Em condições fisiológicas, a produção de hemácias requer a presença de um hormônio de origem renal, a eritropoietina, a presença de células matrizes a partir das quais se produzirão as futuras hemácias e, a presença de materiais necessários para a fabricação e montagem dos elementos que constituem o glóbulo vermelho, em particular, o núcleo e a hemoglobina.
A produção das hemácias pela medula espinhal pode ser perturbada por diversas razões: redução da síntese da eritropoietina pelo rim, em particular nos casos de insuficiência renal, que provoca a dominuição da quantidade de células matrizes; estas últimas também podem ser bloqueadas por células tumorais ou por uma esclerose que invada a medula; também podem ser destruídas por agentes citotóxicos, por exemplo, antimióticos utilizados no tratamento de certos tipos de câncer no cão.
Por úlimo, os elementos indispensáveis para a formação do núcleo da hemácia (em particular vitamina B9 e B12) ou para a formação da hemoglobina (ferro) podem faltar devido, essencialmente, à insuficiência de acréscimos causados por transtornos digestivos crônicos (diarréia crônica de origem parasitária, tumores no tubo digestivo).
Exames específicos
As causas das anemias são numerosas e, antes de trata-las especificamente, torna-se indispensável identificar e quantificar a anemia para poder classificá-la no grupo correspondente: anemias hemolíticas, anemias por perdas (hemorragias) ou anemias de origem medular.
A partir de uma amostra de sangue, o veterinário realizará os exames específicos. Os dois principais são:
  • Exame quantitativo, realizado com um contador automático, que permite determinar o número de glóbulos vermelhos, a taxa de hemoglobina, o número de glóbulos brancos e sua distribuição; o cálcuilo de certos índices de padrão, que também permite caracterizar a anemia. Também é importante conhecer a taxa de reticulócitos, células que correspondem às formas imaturas de glóbulos vermelhos. É indispensável realizar esta contagem para avaliar a capacidade de resposta medular diante de uma anemia.
  • Um segundo exame é qualitativo e consiste no exame de um esfregaço de sangue extraído no qual o veterinário irá procurar a presença de parasitas (babesíase) e poderá observar a morfologia das hemácias.
É só de posse dos resultados destes exames, que será possível definar a anemia e a melhor tesrapêutica para o seu tratamento.
O Tratamento da anemia é, antes de mais nada, causal. Tratar uma anemia hemolítica de origem piroplasmática requer, em primeiro lugar, o tratamento do piroplasma. O tratamento de uma anemia por perda requer a procura da hemorragia; uma intervenção cirúrgica ou não, será acompanhada por uma transfusão sangüínea, caso necessário.
O tratamento das anemias de origem medular pode requerer, igualmente, uma transfusão ou, simplesmente, a suspensão do tratamento antimiótico em caso de câncer.
Excepcionalmente, pode ser indispensável administrar ferro ou vitamina B12 aos animais anêmicos, mas essas medidas devem ser prescritas apenas pelo médico veterinário.
Coleção Nossos Amigos, Os Cães
Fonte: http://www.dogtimes.com.br/anemia.htm

                                           Este gatinho morreu de anemia hemolitica.